quinta-feira, 4 de abril de 2013

Implante Coclear





 É inserido um aparelho eletrônico de alta complexidade como recurso para recuperar a audição, total ou parcial, nas pessoas com histórico de surdez sensório-neural de severa a profunda. São aqueles que não conseguem melhorar a percepção sonora apenas com o uso da prótese (amplificador) comum.
Trata-se de procedimento cirúrgico, com duração aproximada de 3h sob o efeito de anestesia geral, em que é inserido um dispositivo na cóclea. O aparelho possui aproximadamente 22 eletrodos que estimulam diretamente o nervo auditivo, e esse manda os sinais para o cérebro.
O amplificador coclear[1] é composto por uma parte interna e outra externa. Como pode ser visto na imagem:





Fig. 6: aparelho usado para implante coclear
Fonte: Site Ouvido Biônico





A unidade interna possui um feixe de eletrodos que será posicionado dentro da cóclea. Este feixe se conecta a um receptor (decodificador) que ficará localizado na região atrás da orelha, implantado sob a pele. Acoplado ao receptor está a antena e o imã que servem para fixar a unidade externa e captar os sinais elétricos. 








Aparelho coclear já implantado por meio da cirurgia coclear.

Fonte: Site QI Referências




Desde 20 de outubro de 1999 cresceu consideravelmente o número de procura pelos implantes. Nesta data foi aprovada a Portaria 1278, que acata, na forma do Anexo II, as Normas para Cadastramento de Centros/Núcleos para realização de Implante Coclear. Ou seja, as cirurgias passam a ser oferecidas pelo Serviço Único de Saúde (SUS). Alguns hospitais públicos, como o Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), de Salvador, BA, já estão habilitados para realizá-las. Entretanto, é necessário que o candidato passe por uma anamnese[2] completa, a fim de avaliar suas condições físicas e psicológicas e definir qual o procedimento adequado.

Nem sempre há indicação para a cirurgia. De acordo com o grupo de fonoaudiologia do Hospital das Clínicas, os melhores resultados são obtidos em dois casos: quando a cirurgia é feita em crianças de 0 a 2 anos e nos casos sensório-neural. No segundo, quanto maior for o tempo de surdez, menos satisfatório é o resultado. Quando o sujeito já é surdo há muito tempo, fica comprometida a eficácia do procedimento no pós-operatório. 






[1] Fonte de informações e imagens: Grupo de Implante Coclear do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Através do site otorrinos24horas.com.br/.


[2] É o conjunto das informações recolhidas pelo médico a respeito de um doente.

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