Depois
de conhecer melhor a doença de Marli, Landica só tinha uma certeza: a filha não ouviria nada
além dos 10% da audição que ainda lhe restava, nem mesmo com ajuda do aparelho
auditivo, que se mostrou ineficaz e irritante para ela. Os chiados e ruídos
disformes eram bem mais insuportáveis do que a ideia de mergulhar no silêncio
em tempo integral. Por isso, os pais decidiram não insistir. O aparelho
representa realmente uma melhora na qualidade de vida da pessoa surda, mas não
recupera a audição e, às vezes, como no caso de Marli, só causa incômodo.
Hoje em dia as coisas já não são
assim tão complicadas em relação aos tipos de tratamento para surdez. Condutivas,
geralmente causadas por inflamações, podem ser curadas com até 100% de
recuperação auditiva a depender de cada caso. A medicina avançou
consideravelmente nesse setor e trouxe benefícios para perda auditiva
neurossensorial, causada por lesão nos órgãos internos da audição – e que não
tinha cura.
Agora é possível fazer uma cirurgia de
implante coclear, que é um dispositivo eletrônico, também conhecido como ouvido
biônico. Tal aparelho estimula eletricamente as fibras nervosas permitindo a transmissão
do sinal elétrico ao nervo auditivo para ser decodificado pelo córtex cerebral.
Esta cirurgia é recomendada para crianças a partir dos doze meses de idade e
adultos que apresentam surdez do tipo neurossensorial bilateral de grau severo
e profundo, que não obtiveram benefícios com o uso de Aparelhos de Amplificação
Sonora Individual.

Nenhum comentário:
Postar um comentário