terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O que Landica entendeu


Depois de conhecer melhor a doença de Marli, Landica  só tinha uma certeza: a filha não ouviria nada além dos 10% da audição que ainda lhe restava, nem mesmo com ajuda do aparelho auditivo, que se mostrou ineficaz e irritante para ela. Os chiados e ruídos disformes eram bem mais insuportáveis do que a ideia de mergulhar no silêncio em tempo integral. Por isso, os pais decidiram não insistir. O aparelho representa realmente uma melhora na qualidade de vida da pessoa surda, mas não recupera a audição e, às vezes, como no caso de Marli, só causa incômodo.

Hoje em dia as coisas já não são assim tão complicadas em relação aos tipos de tratamento para surdez. Condutivas, geralmente causadas por inflamações, podem ser curadas com até 100% de recuperação auditiva a depender de cada caso. A medicina avançou consideravelmente nesse setor e trouxe benefícios para perda auditiva neurossensorial, causada por lesão nos órgãos internos da audição – e que não tinha cura.

Agora é possível fazer uma cirurgia de implante coclear, que é um dispositivo eletrônico, também conhecido como ouvido biônico. Tal aparelho estimula eletricamente as fibras nervosas permitindo a transmissão do sinal elétrico ao nervo auditivo para ser decodificado pelo córtex cerebral. Esta cirurgia é recomendada para crianças a partir dos doze meses de idade e adultos que apresentam surdez do tipo neurossensorial bilateral de grau severo e profundo, que não obtiveram benefícios com o uso de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual.

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